Aldeia-Renascer-Ywyty-Guacu-localizada-em-Ubatuba-2
A aldeia Renascer Ywyty Guaçu, localizada em Ubatuba, foi contemplada com câmeras e um drone para monitorar os animais da Mata Atlântica local, um dos biomas mais ricos e ameaçados do Brasil e que ocupa aproximadamente 15% do território nacional. A iniciativa foi fruto de uma análise realizada pela Secretaria da Justiça e Cidadania, por meio da Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas (CPPI).
O projeto de monitoramento inclui a instalação de cinco câmeras (trap) e um drone, que têm como objetivo não apenas monitorar a fauna da região, mas também garantir a segurança da comunidade indígena. Os dispositivos são equipados com sensores de movimento, acionando automaticamente as câmeras quando detectam a aproximação de animais, permitindo o registro de imagens de espécies que habitam a Mata Atlântica.
Essa ação é viabilizada pelo Programa Guardiões da Floresta (Kagwydja), da Fundação Florestal, que, além de fornecer os equipamentos, remunera as comunidades indígenas, incentivando a preservação das unidades de conservação – muitas das quais coincidem com terras indígenas.
“A CPPI tem se dedicado a apoiar as causas indígenas, promovendo a valorização dos saberes tradicionais e sua participação ativa na conservação ambiental”, ressaltou Cristiano Kiririndju, coordenador de Políticas para os Povos Indígenas
As câmeras têm capturado imagens de grandes predadores, como a jaguatirica, a anta e o quati, além de pássaros como o tangará e o inambu, espécies essenciais para o controle de insetos e a polinização da vegetação nativa, evidenciando a interdependência entre os seres vivos da região.
Segundo Kiririndju, o monitoramento não só tem favorecido a proteção ambiental, mas também impulsionado o eco e etnoturismo na aldeia, duas vertentes apoiadas pela CPPI. “Com o uso dessa tecnologia, os indígenas estão mais capacitados para combater crimes ambientais e preservar o território. O apoio da CPPI também tem estimulado a visitação de escolas e universidades, que agora podem vivenciar um intercâmbio cultural na aldeia, promovendo o diálogo entre as comunidades locais e o público externo”, disse o coordenador.
Além disso, esse turismo sustentável tem contribuído para a criação de um centro cultural na aldeia, destacando as belezas naturais e o conhecimento tradicional dos povos indígenas, fortalecendo sua identidade e fomentando o turismo socioambiental.
A Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas (CPPI) foi estabelecida pela Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), por meio do Decreto nº 67.859/2023. Criada para abordar questões específicas dos povos indígenas, a CPPI já realizou diagnósticos em 27 terras indígenas e está implementando políticas públicas voltadas para a promoção dos direitos e a proteção das comunidades
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O projeto de monitoramento inclui a instalação de cinco câmeras (trap) e um drone, que têm como objetivo não apenas monitorar a fauna da região, mas também garantir a segurança da comunidade indígena. Os dispositivos são equipados com sensores de movimento, acionando automaticamente as câmeras quando detectam a aproximação de animais, permitindo o registro de imagens de espécies que habitam a Mata Atlântica.
Essa ação é viabilizada pelo Programa Guardiões da Floresta (Kagwydja), da Fundação Florestal, que, além de fornecer os equipamentos, remunera as comunidades indígenas, incentivando a preservação das unidades de conservação – muitas das quais coincidem com terras indígenas.
“A CPPI tem se dedicado a apoiar as causas indígenas, promovendo a valorização dos saberes tradicionais e sua participação ativa na conservação ambiental”, ressaltou Cristiano Kiririndju, coordenador de Políticas para os Povos Indígenas
As câmeras têm capturado imagens de grandes predadores, como a jaguatirica, a anta e o quati, além de pássaros como o tangará e o inambu, espécies essenciais para o controle de insetos e a polinização da vegetação nativa, evidenciando a interdependência entre os seres vivos da região.
Segundo Kiririndju, o monitoramento não só tem favorecido a proteção ambiental, mas também impulsionado o eco e etnoturismo na aldeia, duas vertentes apoiadas pela CPPI. “Com o uso dessa tecnologia, os indígenas estão mais capacitados para combater crimes ambientais e preservar o território. O apoio da CPPI também tem estimulado a visitação de escolas e universidades, que agora podem vivenciar um intercâmbio cultural na aldeia, promovendo o diálogo entre as comunidades locais e o público externo”, disse o coordenador.
Além disso, esse turismo sustentável tem contribuído para a criação de um centro cultural na aldeia, destacando as belezas naturais e o conhecimento tradicional dos povos indígenas, fortalecendo sua identidade e fomentando o turismo socioambiental.
Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas (CPPI)
A Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas (CPPI) foi estabelecida pela Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC), por meio do Decreto nº 67.859/2023. Criada para abordar questões específicas dos povos indígenas, a CPPI já realizou diagnósticos em 27 terras indígenas e está implementando políticas públicas voltadas para a promoção dos direitos e a proteção das comunidades
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