(Imagem: Reprodução / G1)
Por Danilo Costa
Depois de sobreviver a quase dois dias à deriva no mar, a jovem Bruna Damaris Sant’Anna da Silva viveu no último sábado (6) um dos momentos mais marcantes desde o fim do pesadelo que ganhou repercussão nacional.
Ela reencontrou os pescadores que a localizaram em alto-mar e ajudaram a colocá-la em segurança após cerca de 42 horas enfrentando as águas entre Ilhabela e São Sebastião.
O encontro ocorreu na Praia da Maranduba, em Ubatuba, e reuniu emoção, agradecimentos e lembranças dos momentos que antecederam o resgate.
Visivelmente emocionada, Bruna abraçou Alex e Allan, pai e filho que participavam de uma pescaria quando perceberam sinais de uma pessoa pedindo ajuda em meio ao oceano.
A sobrevivente aproveitou a oportunidade para agradecer pessoalmente aos homens que considera responsáveis por sua segunda chance de vida.
A cena foi acompanhada por familiares e amigos, que se emocionaram ao rever os protagonistas de uma história que mobilizou moradores, pescadores e equipes de resgate de todo o Litoral Norte.
Reencontro emociona após resgate
Durante a conversa, Bruna relembrou parte das horas difíceis que enfrentou após o desaparecimento da moto aquática. Segundo ela, a tentativa de alcançar terra firme ao lado de Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, foi frustrada pela força da correnteza.
Conforme o tempo passava, o desgaste físico aumentava e as condições se tornavam cada vez mais adversas.
Ela contou que o amigo passou a sofrer com dores intensas e câimbras, dificultando qualquer nova tentativa de deslocamento.
Diante da situação, decidiu seguir sozinha em busca de socorro, acreditando que poderia encontrar ajuda e retornar para resgatá-lo.
A despedida dos dois aconteceu em meio à imensidão do mar e acabou sendo o último contato entre eles. Dias depois, equipes envolvidas nas buscas localizaram o corpo de Dheorge.
Bruna relembra últimas horas ao lado do amigo desaparecido
O resgate de Bruna aconteceu na manhã de 27 de maio. Alex e Allan haviam saído para uma pescaria de camarão no Canal de São Sebastião quando notaram uma movimentação incomum nas águas.
Ao se aproximarem, encontraram a jovem debilitada, com sinais evidentes de exaustão e exposição prolongada ao ambiente marítimo.
Ainda na embarcação, os pescadores prestaram os primeiros cuidados até que ela pudesse receber atendimento especializado.
Desde então, a recuperação da jovem e sua impressionante resistência física passaram a ser acompanhadas por pessoas de diversas regiões do país.
O desaparecimento da dupla desencadeou uma ampla operação envolvendo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), a Marinha do Brasil, pescadores e voluntários.