Porto-Sao-Sebastiao
Henrique Martins
O Porto de São Sebastião está diante de uma proposta de arrendamento que prevê mudanças significativas na gestão de suas áreas portuárias. A possibilidade de concentração dessas áreas sob o controle de um único operador tem gerado preocupação entre empresários, trabalhadores e membros da comunidade local. A principal preocupação apontada é a eventual criação de um monopólio privado, o que poderia levar à redução do número de empresas atuantes no porto e afetar diretamente os empregos ligados às operações portuárias.
Atualmente, cinco grandes empresas operam no porto, empregando diretamente mais de 540 trabalhadores, além de outros quase mil empregos indiretos gerados pela cadeia logística. Em entrevista ao Jornal do Litoral, Fernando Aguiar, presidente da Associação Comercial e Empresarial de São Sebastião, destacou que "o monopólio significaria o fechamento das empresas atuais, causando desemprego direto e um impacto indireto devastador na economia local".
Felipe Zangado, representante do Comitê de Desenvolvimento do Porto de São Sebastião (COMPORTO), também expressou preocupação com os possíveis impactos da proposta. Em fala na Câmara dos Deputados, em Brasília, ele destacou que o porto possui uma hinterlândia comercial ampla, que atende o sul fluminense, sul de Minas Gerais e o leste paulista, beneficiando centenas de empresas e dezenas de milhares de trabalhadores envolvidos diretamente nas atividades de exportação e importação.
Fernando Aguiar explicou que a Associação Comercial, lançou a campanha "Não ao monopólio no Porto de São Sebastião", com uma meta inicial de 10 mil assinaturas. Felipe Zangado mencionou que, dada a gravidade da situação, a meta da campanha poderia chegar até 20 mil assinaturas. Ambos destacaram esforços conjuntos com o prefeito municipal e parlamentares federais para sensibilizar o governo estadual.
Segundo Fernando Aguiar, uma alternativa proposta é o arrendamento somente das áreas "greenfields", atualmente não utilizadas, cerca de 130 mil metros quadrados. "Essa proposta preserva a área já explorada, onde quase R$ 400 milhões foram investidos recentemente, e incentiva uma Parceria Público Privada (PPP), já que somente no último ano o porto arrecadou quase R$ 1 bilhão em ICMS", esclareceu.
Sobre a mudança repentina do projeto original após audiência pública, Felipe Zangado informou ao Jornal do Litoral que essa alteração ocorreu devido à intervenção de Casimiro Tercio de Carvalho, consultor e ex-presidente das Docas de São Sebastião e Santos. "Há interesses econômicos fortes por trás dessa alteração, visando a concentração do porto nas mãos de um único grupo econômico", afirmou.
Ambos entrevistados defenderam a importância de manter o modelo plural atual para garantir o futuro econômico sustentável da região. Fernando Aguiar afirmou que "monopólios raramente beneficiam a economia; a concorrência gera melhores empregos, salários mais altos e mantém a renda circulando localmente".
A mobilização reúne empresários, trabalhadores e lideranças locais. A expectativa é que o debate sobre o modelo de arrendamento avance com e leve em conta os impactos na região, buscando preservar empregos e garantir a continuidade das atividades plurais no porto.
Interessados em assinar a petição, só entrar no link https://peticaopublica.com.br/?pi=BR151459
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O Porto de São Sebastião está diante de uma proposta de arrendamento que prevê mudanças significativas na gestão de suas áreas portuárias. A possibilidade de concentração dessas áreas sob o controle de um único operador tem gerado preocupação entre empresários, trabalhadores e membros da comunidade local. A principal preocupação apontada é a eventual criação de um monopólio privado, o que poderia levar à redução do número de empresas atuantes no porto e afetar diretamente os empregos ligados às operações portuárias.
Atualmente, cinco grandes empresas operam no porto, empregando diretamente mais de 540 trabalhadores, além de outros quase mil empregos indiretos gerados pela cadeia logística. Em entrevista ao Jornal do Litoral, Fernando Aguiar, presidente da Associação Comercial e Empresarial de São Sebastião, destacou que "o monopólio significaria o fechamento das empresas atuais, causando desemprego direto e um impacto indireto devastador na economia local".
Felipe Zangado, representante do Comitê de Desenvolvimento do Porto de São Sebastião (COMPORTO), também expressou preocupação com os possíveis impactos da proposta. Em fala na Câmara dos Deputados, em Brasília, ele destacou que o porto possui uma hinterlândia comercial ampla, que atende o sul fluminense, sul de Minas Gerais e o leste paulista, beneficiando centenas de empresas e dezenas de milhares de trabalhadores envolvidos diretamente nas atividades de exportação e importação.
Fernando Aguiar explicou que a Associação Comercial, lançou a campanha "Não ao monopólio no Porto de São Sebastião", com uma meta inicial de 10 mil assinaturas. Felipe Zangado mencionou que, dada a gravidade da situação, a meta da campanha poderia chegar até 20 mil assinaturas. Ambos destacaram esforços conjuntos com o prefeito municipal e parlamentares federais para sensibilizar o governo estadual.
Segundo Fernando Aguiar, uma alternativa proposta é o arrendamento somente das áreas "greenfields", atualmente não utilizadas, cerca de 130 mil metros quadrados. "Essa proposta preserva a área já explorada, onde quase R$ 400 milhões foram investidos recentemente, e incentiva uma Parceria Público Privada (PPP), já que somente no último ano o porto arrecadou quase R$ 1 bilhão em ICMS", esclareceu.
Sobre a mudança repentina do projeto original após audiência pública, Felipe Zangado informou ao Jornal do Litoral que essa alteração ocorreu devido à intervenção de Casimiro Tercio de Carvalho, consultor e ex-presidente das Docas de São Sebastião e Santos. "Há interesses econômicos fortes por trás dessa alteração, visando a concentração do porto nas mãos de um único grupo econômico", afirmou.
Ambos entrevistados defenderam a importância de manter o modelo plural atual para garantir o futuro econômico sustentável da região. Fernando Aguiar afirmou que "monopólios raramente beneficiam a economia; a concorrência gera melhores empregos, salários mais altos e mantém a renda circulando localmente".
A mobilização reúne empresários, trabalhadores e lideranças locais. A expectativa é que o debate sobre o modelo de arrendamento avance com e leve em conta os impactos na região, buscando preservar empregos e garantir a continuidade das atividades plurais no porto.
Interessados em assinar a petição, só entrar no link https://peticaopublica.com.br/?pi=BR151459
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