(Imagem: ROV SuBastian / Schmidt Ocean Institute)
Por Danilo Costa
Com a chegada do inverno e a mudança nas condições do mar, as praias do Litoral Norte de São Paulo registram um aumento natural na presença de águas-vivas. Diante desse cenário, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) emitiu, na quarta-feira (22), um alerta para que banhistas e frequentadores evitem o contato com os animais, inclusive quando estiverem na faixa de areia.
Mudanças no mar favorecem aproximação das águas-vivas da costa
Segundo o GBMar, a maior concentração desses organismos ocorre nesta época do ano em razão de fatores típicos do inverno, como a passagem de frentes frias, alterações na direção dos ventos, correntes marítimas e episódios de ressaca.
Essas condições acabam transportando as águas-vivas de regiões mais afastadas do oceano para áreas próximas às praias. Além disso, a entrada de águas mais frias vindas do sul também favorece o aumento da presença desses animais no litoral.
Contato pode causar queimaduras e irritações na pele
Os bombeiros alertam que as águas-vivas não devem ser tocadas, mesmo quando aparentam estar mortas. Isso porque os tentáculos podem permanecer ativos e continuar liberando substâncias capazes de provocar queimaduras, dor intensa e irritações na pele.
Caso ocorra contato com o animal e a pessoa apresente sintomas, a recomendação é procurar imediatamente um posto de guarda-vidas ou uma unidade de saúde para receber atendimento.
GBMar fazem orientações para o período de inverno
Embora não exista um levantamento estatístico específico sobre ocorrências envolvendo águas-vivas no litoral paulista, o GBMar destaca que a maior presença desses animais durante o inverno é um fenômeno sazonal.
Por isso, a orientação é que moradores e turistas mantenham atenção ao frequentar as praias e evitem qualquer contato com os organismos encontrados na água ou na areia.