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A Prefeitura de Ilhabela promove, no mês de agosto, uma série de ações integradas como parte da campanha “Agosto Lilás – Violência não tem desculpa! Tem lei!”. Voltada à prevenção e combate à violência contra a mulher, a iniciativa visa conscientizar a população sobre o problema, fortalecer a rede de apoio e acolhimento às vítimas e incentivar as denúncias.
A campanha ganha ainda mais relevância diante dos dados registrados no município. De acordo com informações extraídas do sistema SINANet (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), com base nas fichas compulsórias preenchidas pelas unidades de saúde de Ilhabela entre 2020 e 2024, a violência é o terceiro agravo mais notificado na cidade, que soma 308 casos de violência interpessoal – cometida por terceiros.
Os registros mostram um aumento expressivo nos casos de violência nos últimos anos, com destaque para o ano de 2024, que contabilizou 241 vítimas, o maior número do período. A maioria das vítimas são mulheres, em especial jovens e adultas com idades entre 19 e 39 anos. Entre meninas de 4 a 18 anos, a maior parte dos registros refere-se à violência sexual.
O ambiente doméstico segue como o principal local das agressões e, em grande parte dos casos, o agressor é alguém próximo da vítima: companheiros (27%), ex-companheiros (15%), amigos (10%), namorado ou pai (6%), filho (5%) e padrasto (4%). Além disso, a análise revela que 42% das vítimas se autodeclaram negras ou pardas, o que aponta para desigualdades estruturais que atravessam o problema da violência de gênero. Dados complementares da Delegacia de Ilhabela, relativos a 2024, mostram que a violência psicológica foi a mais registrada (48%), seguida pela violência física (22%) e sexual (13%). A maior parte das ocorrências registradas concentra-se na região central do município (80%).
Diante dessa realidade, a Prefeitura de Ilhabela, por meio das Secretarias de Desenvolvimento e Inclusão Social e da Saúde, tem intensificado o trabalho da rede de apoio à mulher. A cidade conta com atendimento e encaminhamento pelas unidades da rede pública, como a Delegacia, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
No calendário municipal da campanha, estão previstas diversas ações de escuta, orientação e diálogo como rodas de conversa no CRAS e nas comunidades tradicionais de Castelhanos e Bonete, além de atividades interativas nas salas de espera das unidades de saúde. Também serão feitos trabalhos de conscientização e sensibilização através de cartazes e materiais gráficos no Paço Municipal, Hospital Mário Covas Junior, comércio local, transporte público e pontos de ônibus de grande circulação.
Para mais informações ou denúncias, estão disponíveis os seguintes canais de comunicação: Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), Delegacia de Polícia de Ilhabela CRAS e CREAS, além das próprias unidades de saúde municipais.
Confira a programação da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social:
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A campanha ganha ainda mais relevância diante dos dados registrados no município. De acordo com informações extraídas do sistema SINANet (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), com base nas fichas compulsórias preenchidas pelas unidades de saúde de Ilhabela entre 2020 e 2024, a violência é o terceiro agravo mais notificado na cidade, que soma 308 casos de violência interpessoal – cometida por terceiros.
Os registros mostram um aumento expressivo nos casos de violência nos últimos anos, com destaque para o ano de 2024, que contabilizou 241 vítimas, o maior número do período. A maioria das vítimas são mulheres, em especial jovens e adultas com idades entre 19 e 39 anos. Entre meninas de 4 a 18 anos, a maior parte dos registros refere-se à violência sexual.
O ambiente doméstico segue como o principal local das agressões e, em grande parte dos casos, o agressor é alguém próximo da vítima: companheiros (27%), ex-companheiros (15%), amigos (10%), namorado ou pai (6%), filho (5%) e padrasto (4%). Além disso, a análise revela que 42% das vítimas se autodeclaram negras ou pardas, o que aponta para desigualdades estruturais que atravessam o problema da violência de gênero. Dados complementares da Delegacia de Ilhabela, relativos a 2024, mostram que a violência psicológica foi a mais registrada (48%), seguida pela violência física (22%) e sexual (13%). A maior parte das ocorrências registradas concentra-se na região central do município (80%).
Diante dessa realidade, a Prefeitura de Ilhabela, por meio das Secretarias de Desenvolvimento e Inclusão Social e da Saúde, tem intensificado o trabalho da rede de apoio à mulher. A cidade conta com atendimento e encaminhamento pelas unidades da rede pública, como a Delegacia, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
No calendário municipal da campanha, estão previstas diversas ações de escuta, orientação e diálogo como rodas de conversa no CRAS e nas comunidades tradicionais de Castelhanos e Bonete, além de atividades interativas nas salas de espera das unidades de saúde. Também serão feitos trabalhos de conscientização e sensibilização através de cartazes e materiais gráficos no Paço Municipal, Hospital Mário Covas Junior, comércio local, transporte público e pontos de ônibus de grande circulação.
Para mais informações ou denúncias, estão disponíveis os seguintes canais de comunicação: Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), Delegacia de Polícia de Ilhabela CRAS e CREAS, além das próprias unidades de saúde municipais.
Confira a programação da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social:
- Segunda a sexta-feira: Grupo de sala de espera no CRAS, nos períodos da manhã e tarde
- 12 de agosto: Roda de conversa na comunidade de Castelhanos (nos períodos da manhã e tarde)
- 20 de agosto: Roda de conversa no CRAS (no período da manhã)
- 21 de agosto: Roda de conversa na comunidade do Bonete (nos períodos da manhã e tarde)
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