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Marcello Veríssimo
Mesmo diante toda a polêmica envolvendo o porte e o uso de maconha para fins recreativos, nos últimos anos a cultura canábica ganhou força com o advento do tratamento a base do óleo Cbd, que é utilizado para várias doenças.
O uso milenar da erva, popularizada principalmente por Bob Marley, que fumava como forma de elevação espiritual graças ao rastafarianismo levanta diversas questões que nunca foram respondidas de fato e com a cultura canábica, ressurgem. Afinal, maconha vicia?
Há diferenças entre o uso recreativo, no qual a erva é fumada e o uso medicinal? Para os maconhistas, que sempre tiveram que se esconder, a maconha estar em evidência representa um ponto positivo na luta contra o preconceito que envolve o assunto.
Em São Sebastião, na região central, quem passa na correria do dia a dia pode ainda não ter percebido, mas a cidade acaba de ganhar sua primeira “Headshop", que é uma loja especializada na venda de produtos relacionados ao consumo da substância. O conceito da lona é regularizado no país pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
De acordo com o médico Claudio Lottenberg, que preside o Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, maconha é uma droga que age no sistema nervoso central, e seu uso recreativo pode, sim, causar danos cerebrais. “O uso indiscriminado e sem controle da maconha, evidentemente, pode trazer uma série de riscos ao sistema nervoso central”.
O especialista alerta que os riscos existem principalmente entre os mais jovens, época em que as pessoas geralmente começam a fumar. De acordo com ele, na adolescência, o córtex pré-frontal, que é a área do cérebro que ajuda a tomar decisões, não está totalmente formado, e o uso excessivo da erva pode afetar o seu desenvolvimento."O uso medicinal é com acompanhamento, com doses seguras", afirma o médico, que também atua no mercado da cannabis medicinal.
Lottemberg lembra que a maconha é uma droga e pode sim levar ao vício, mesmo sendo a menos letal entre os entorpecentes. “No vício, o metabolismo fica estimulado sistematicamente para que você tenha vontade de consumir aquilo do qual você está dependente. Essa não é a resposta do corpo humano à cannabis", explica o médico.
Mas ele disse que há exceções, como fatores genéticos, ambientais e comportamentais. “A maconha não é a culpada pelo tráfico. Cada um desenvolve sua compulsão por qualquer que seja a substância, maconha é ansiolítico”, disse o maconhista Rogério, 33, de Caraguatatuba, que consome a droga quase diariamente. “Me sentiria bem melhor se pudesse plantar, comprar nas lojas especializadas, mas o Brasil e principalmente nossa região não está preparada”.
De acordo com a Câmara dos Deputados, o cultivo da cannabis é legal no país, mas com restrições. O plantio pode ser feito apenas por pessoas jurídicas, ou seja, empresas, associações de pacientes ou organizadores não
não governamentais.
O cultivo individual continua proibido, assim como o consumo de cigarros, chás e outros subitens derivados da planta.
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Mesmo diante toda a polêmica envolvendo o porte e o uso de maconha para fins recreativos, nos últimos anos a cultura canábica ganhou força com o advento do tratamento a base do óleo Cbd, que é utilizado para várias doenças.
O uso milenar da erva, popularizada principalmente por Bob Marley, que fumava como forma de elevação espiritual graças ao rastafarianismo levanta diversas questões que nunca foram respondidas de fato e com a cultura canábica, ressurgem. Afinal, maconha vicia?
Há diferenças entre o uso recreativo, no qual a erva é fumada e o uso medicinal? Para os maconhistas, que sempre tiveram que se esconder, a maconha estar em evidência representa um ponto positivo na luta contra o preconceito que envolve o assunto.
Em São Sebastião, na região central, quem passa na correria do dia a dia pode ainda não ter percebido, mas a cidade acaba de ganhar sua primeira “Headshop", que é uma loja especializada na venda de produtos relacionados ao consumo da substância. O conceito da lona é regularizado no país pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
De acordo com o médico Claudio Lottenberg, que preside o Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, maconha é uma droga que age no sistema nervoso central, e seu uso recreativo pode, sim, causar danos cerebrais. “O uso indiscriminado e sem controle da maconha, evidentemente, pode trazer uma série de riscos ao sistema nervoso central”.
O especialista alerta que os riscos existem principalmente entre os mais jovens, época em que as pessoas geralmente começam a fumar. De acordo com ele, na adolescência, o córtex pré-frontal, que é a área do cérebro que ajuda a tomar decisões, não está totalmente formado, e o uso excessivo da erva pode afetar o seu desenvolvimento."O uso medicinal é com acompanhamento, com doses seguras", afirma o médico, que também atua no mercado da cannabis medicinal.
Droga
Lottemberg lembra que a maconha é uma droga e pode sim levar ao vício, mesmo sendo a menos letal entre os entorpecentes. “No vício, o metabolismo fica estimulado sistematicamente para que você tenha vontade de consumir aquilo do qual você está dependente. Essa não é a resposta do corpo humano à cannabis", explica o médico.
Mas ele disse que há exceções, como fatores genéticos, ambientais e comportamentais. “A maconha não é a culpada pelo tráfico. Cada um desenvolve sua compulsão por qualquer que seja a substância, maconha é ansiolítico”, disse o maconhista Rogério, 33, de Caraguatatuba, que consome a droga quase diariamente. “Me sentiria bem melhor se pudesse plantar, comprar nas lojas especializadas, mas o Brasil e principalmente nossa região não está preparada”.
Cultura canábica
De acordo com a Câmara dos Deputados, o cultivo da cannabis é legal no país, mas com restrições. O plantio pode ser feito apenas por pessoas jurídicas, ou seja, empresas, associações de pacientes ou organizadores não
não governamentais.
O cultivo individual continua proibido, assim como o consumo de cigarros, chás e outros subitens derivados da planta.
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