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Marcello Veríssimo
Enquanto todos estão alegres nesta época do ano, existe uma parcela da população que vive às voltas com uma patologia que só aparece durante o mês de dezembro é as festividades do fim de ano.
Trata-se da “Dezembrite”, nome popularmente dado para o estado de tristeza que muitas pessoas sentem neste período entre o Natal e o Réveillon.
De acordo com os especialistas, esse sentimento é mais comum do que se imagina sendo resultado da ansiedade com início de um novo ciclo aliado às frustrações com o momento presente e expectativas sobre o que está por vir.
A psiquiatra Roberta França disse que, apesar de ser um período de festas e alegrias, para muita gente também é uma época em que se revive muitas perdas, saudades e dificuldades. “Muitas vezes isso acarreta uma angústia, mal-estar e tristeza”, explica a médica.
Com o advento das redes sociais, principalmente do Instagram, que “exige” que as pessoas pareçam mais felizes podendo causar o efeito inverso, de estresse e tristeza. “Você olha para os lados e tem enfeites, brilhos, cores, gente feliz, comprando, cantando”, disse a psiquiatra.
Ao mesmo tempo, segundo ela, é quase obrigatório que as pessoas realmente sintam-se felizes, dispostas, quando a verdade é outra. “Eu realmente não gosto do verão, dessa obrigação das pessoas sorrirem, fazerem brincadeiras de mau gosto, não respeitarem o próximo que aumenta muito durante esse período festivo”, disse o estudante M.C.P, 28, de Caraguatatuba.
Por timidez, ele conversou com a reportagem sob o trato de manter seu anonimato. “Acho que o ano muda, mas a vida continua, as mudanças acontecem gradativamente e não em uma noite. A realidade é hostil”, ele conta.
Para a psicóloga Grace Joana de Santana, outro fator que pode acentuar esse sentimento nas pessoas é a necessidade de se organizar celebrações envolvendo muita gente e comida.
De acordo com a especialista, são dias que podem levar ao aumento destes sentimentos, além da sensação de vazio. “E outras características também se destacam como perda ou excesso de sono, falta de apetite, desânimo, dificuldades em se concentrar”.

Se você passa por esse tipo de situação neste período procure ajuda especializada. Para a psicóloga, as pessoas vivem um sentimento agudo que se intensifica nestes dias e buscam um alívio rápido, imediato, que pode ser medido nas salas de espera dos consultórios. “Dezembro é o meu mês de maior demanda, de estresse emocional, ansiedade, depressão e tristeza”, disse ela. “Muitos idosos, idosas, não querem comer, estão desanimados, não querem participar das festas de família, uma sensação de solidão muito grande”, completou a psicóloga.
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Enquanto todos estão alegres nesta época do ano, existe uma parcela da população que vive às voltas com uma patologia que só aparece durante o mês de dezembro é as festividades do fim de ano.
Trata-se da “Dezembrite”, nome popularmente dado para o estado de tristeza que muitas pessoas sentem neste período entre o Natal e o Réveillon.
De acordo com os especialistas, esse sentimento é mais comum do que se imagina sendo resultado da ansiedade com início de um novo ciclo aliado às frustrações com o momento presente e expectativas sobre o que está por vir.
A psiquiatra Roberta França disse que, apesar de ser um período de festas e alegrias, para muita gente também é uma época em que se revive muitas perdas, saudades e dificuldades. “Muitas vezes isso acarreta uma angústia, mal-estar e tristeza”, explica a médica.
Felizes
Com o advento das redes sociais, principalmente do Instagram, que “exige” que as pessoas pareçam mais felizes podendo causar o efeito inverso, de estresse e tristeza. “Você olha para os lados e tem enfeites, brilhos, cores, gente feliz, comprando, cantando”, disse a psiquiatra.
Ao mesmo tempo, segundo ela, é quase obrigatório que as pessoas realmente sintam-se felizes, dispostas, quando a verdade é outra. “Eu realmente não gosto do verão, dessa obrigação das pessoas sorrirem, fazerem brincadeiras de mau gosto, não respeitarem o próximo que aumenta muito durante esse período festivo”, disse o estudante M.C.P, 28, de Caraguatatuba.
Por timidez, ele conversou com a reportagem sob o trato de manter seu anonimato. “Acho que o ano muda, mas a vida continua, as mudanças acontecem gradativamente e não em uma noite. A realidade é hostil”, ele conta.
Para a psicóloga Grace Joana de Santana, outro fator que pode acentuar esse sentimento nas pessoas é a necessidade de se organizar celebrações envolvendo muita gente e comida.
De acordo com a especialista, são dias que podem levar ao aumento destes sentimentos, além da sensação de vazio. “E outras características também se destacam como perda ou excesso de sono, falta de apetite, desânimo, dificuldades em se concentrar”.

Ajuda
Se você passa por esse tipo de situação neste período procure ajuda especializada. Para a psicóloga, as pessoas vivem um sentimento agudo que se intensifica nestes dias e buscam um alívio rápido, imediato, que pode ser medido nas salas de espera dos consultórios. “Dezembro é o meu mês de maior demanda, de estresse emocional, ansiedade, depressão e tristeza”, disse ela. “Muitos idosos, idosas, não querem comer, estão desanimados, não querem participar das festas de família, uma sensação de solidão muito grande”, completou a psicóloga.
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