34f7ba7d-3d27-456b-8215-987ef37753f2-1
Marcello Veríssimo
A repercussão do caso com o vídeo do surfista brasileiro João Paulo Azevedo dando um soco na surfista americana Sara Taylor dentro do mar, em Bali, na Indonésia, por achar que a onda em que ela estava era de um outro surfista homem trouxe destaque para um lado obscuro do esporte que as mulheres enfrentam: o machismo no surfe.
O Fantástico, da Rede Globo, revelou no último domingo (9) que outras três mulheres que tiveram relacionamentos afetivos com o surfista também apanharam dele.
Uma delas, Carolina Braga, disse que namorou com JP durante seis meses, em Santa Catarina. O caso aconteceu em 2019. “Foi uma surra, foi muito forte, eu senti muita vergonha, muita tristeza. Chorei muito, eu quis me matar, foi muito difícil".
A mulher disse que registrou boletim de ocorrência contra o surfista e os dois nunca mais se viram.
A jornalista Milly Lacombe, ativista em defesa das mulheres, disse em suas redes sociais que o surfista João Paulo Azevedo já tinha batido em mulheres antes, que elas foram a polícia e a polícia não fez nada. "O estado opressor é o macho estuprador. A gente vai parar o João Paulo Azevedo antes que ele mate uma mulher ou não?", questiona a jornalista, que é colunista esportiva do UOL.
Milly, que é uma jornalista respeitada e com credibilidade, acredita que essa atitude do surfista é o reflexo da cultura sexual masculina que é homoafetiva, ou seja, que homens como o surfista JP não gostam de mulheres. "Homens como ele [o surfista JP] não gostam de mulheres, então ele foi defender o amigo dele porque ele julgou que a americana estava na onda que era do amigo", disse a jornalista, que explica: "Não, primeiro que onda não tem propriedade. Mas, na cultura surfista a onda era dela, pois ela estava na onda e o que ela fez para dizer que a onda era dela? Ela seguiu na onda e isso é ousadia demais. Não pode, é preciso dar um murro na cara de uma mulher que faz isso", disse Milly.
Para Milly, o fato de homens como JP dizerem ser heterossexuais diz apenas que eles gostam de fazer sexo com mulheres. "Mas eles não admiram, eles não celebram, eles não respeitam mulheres".
Diante da repercussão do caso, a reportagem do JDL tentou ouvir durante toda a tarde desta segunda-feira (10) das surfistas do Litoral Norte se elas já sofreram algum tipo de machismo no mar. As surfistas consultadas dizem que sim. Mas com medo, nenhuma delas quis dar entrevista.
Mais notícias
A repercussão do caso com o vídeo do surfista brasileiro João Paulo Azevedo dando um soco na surfista americana Sara Taylor dentro do mar, em Bali, na Indonésia, por achar que a onda em que ela estava era de um outro surfista homem trouxe destaque para um lado obscuro do esporte que as mulheres enfrentam: o machismo no surfe.
O Fantástico, da Rede Globo, revelou no último domingo (9) que outras três mulheres que tiveram relacionamentos afetivos com o surfista também apanharam dele.
Uma delas, Carolina Braga, disse que namorou com JP durante seis meses, em Santa Catarina. O caso aconteceu em 2019. “Foi uma surra, foi muito forte, eu senti muita vergonha, muita tristeza. Chorei muito, eu quis me matar, foi muito difícil".
A mulher disse que registrou boletim de ocorrência contra o surfista e os dois nunca mais se viram.
A jornalista Milly Lacombe, ativista em defesa das mulheres, disse em suas redes sociais que o surfista João Paulo Azevedo já tinha batido em mulheres antes, que elas foram a polícia e a polícia não fez nada. "O estado opressor é o macho estuprador. A gente vai parar o João Paulo Azevedo antes que ele mate uma mulher ou não?", questiona a jornalista, que é colunista esportiva do UOL.
Milly, que é uma jornalista respeitada e com credibilidade, acredita que essa atitude do surfista é o reflexo da cultura sexual masculina que é homoafetiva, ou seja, que homens como o surfista JP não gostam de mulheres. "Homens como ele [o surfista JP] não gostam de mulheres, então ele foi defender o amigo dele porque ele julgou que a americana estava na onda que era do amigo", disse a jornalista, que explica: "Não, primeiro que onda não tem propriedade. Mas, na cultura surfista a onda era dela, pois ela estava na onda e o que ela fez para dizer que a onda era dela? Ela seguiu na onda e isso é ousadia demais. Não pode, é preciso dar um murro na cara de uma mulher que faz isso", disse Milly.
Para Milly, o fato de homens como JP dizerem ser heterossexuais diz apenas que eles gostam de fazer sexo com mulheres. "Mas eles não admiram, eles não celebram, eles não respeitam mulheres".
Mulheres Surfistas
Diante da repercussão do caso, a reportagem do JDL tentou ouvir durante toda a tarde desta segunda-feira (10) das surfistas do Litoral Norte se elas já sofreram algum tipo de machismo no mar. As surfistas consultadas dizem que sim. Mas com medo, nenhuma delas quis dar entrevista.
TRÂNSITO
Tamoios realiza operação para passagem de carga especial pela rodovia
CULTURA
Cia de 2 apresenta adaptação ousada de Frankenstein em Caraguatatuba
EVENTOS
1º Startup Day do Litoral Norte reúne mais de 150 pessoas em Caraguatatuba
EVENTOS
Festival da Lula abre calendário de festivais gastronômicos de Ilhabela com sucesso de público e impacto positivo na economia local
GASTRONOMIA
5º Festival da Lula neste fim de semana terá acesso facilitado
SAÚDE
Prefeitura apela para colaboração de moradores no combate à dengue e chikungunya em Caraguatatuba
SAÚDE
Prefeitura promove fim de semana especial de mutirão dedicado a saúde feminina
São Sebastião
Procon intensifica fiscalização em postos de combustíveis em São Sebastião
SÃO SEBASTIÃO
Prefeitura intensifica serviço de abordagem social para atender população em situação de rua
MEIO AMBIENTE
Mutirões de limpeza mobilizam comunidade no Porto Novo em prol do meio ambiente