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O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, participou na última sexta-feira (20), da missa campal em comemoração à tradicional Festa do Padroeiro, realizada anualmente no mês de janeiro. Na ocasião, foi entregue ao bispo diocesano Dom José Carlos Chacorowski, documento em que a Igreja solicita ao Papa a elevação da Igreja à 1ª Basílica do Litoral Norte. Caberá ao Bispo verificar e protocolar a documentação no Vaticano na Itália.
O termo “basílica” vem do latim basilica, que significa “casa real”, é uma igreja que possui características e estrutura para receber o papa, cardeal e patriarca. Nesse ponto, as basílicas são submetidas à jurisdição eclesiástica do Vaticano e não à jurisdição local. Por isso, essas igrejas têm status internacional. Um título honorífico concedido pelo Papa a igrejas em diversos países do Mundo consideradas importantes por diversos motivos, tais como: Veneração que lhe devotam os cristãos; Transcendência histórica e Beleza artística de sua arquitetura e decoração.
O prédio da Igreja Matriz de São Sebastião, símbolo da fé católica e patrimônio histórico tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, possui 400 anos. Construída no século XVII, com pedra, cal de conchas e óleo de baleia, em estilo jesuítico com composições renascentistas, moderadas e regulares, imbuídas do espírito severo da Contrarreforma. O frontão reto, triangular, mostra a transição entre o Renascimento e o Barroco, e a capela-mor – mais estreita – é o modelo mais comum no Brasil colonial.
No ano de 2001, o prédio histórico foi totalmente restaurado. Esse trabalho resgatou a história da construção do prédio, assim como revelou a existência de ossadas de pessoas enterradas no século XVIII debaixo do piso da igreja. Com as escavações também foram encontrados sinais do piso construído no século XIX e marcas na parede identificando antigas janelas. Durante a reabertura de três janelas na capela-mor, que haviam sido fechadas em reforma anterior, provavelmente realizada na década de 1920, foram encontradas valiosas imagens sacras do século XVII.
As peças são de terracota, pintadas, e representam o primeiro período da igreja. Das seis imagens encontradas, quatro estão em bom estado de conservação, uma delas, a de Santa Luzia, está datada – 1652. As outras imagens são: uma Nossa Senhora com um menino, um Santo Antônio e um santo “Bispo”, ainda desconhecido. Também foram encontrados fragmentos de um Cristo crucificado e de uma imagem de São Sebastião. Atualmente, essas imagens sacras encontram-se no Espaço Cultural “Casa Severino Ferraz”, onde funciona o Museu de Arte Sacra.
De acordo com o Padre Alessandro Henrique Coelho, pároco responsável, todo o estudo sobre o prédio foi concluído e a documentação preparada. “Essa é uma aspiração importantíssima, somos a primeira Igreja do Litoral Norte, com uma enorme importância histórica e beleza artística, que são fatores essenciais para que se torne uma Basílica Menor”, afirmou o Padre.
Felipe Augusto destacou a importância do ganho histórico e a valorização que este título trará ao município. “Sem dúvidas temos um patrimônio da história de nosso País, o que é um grande orgulho para a população de São Sebastião. Creio que o justo pedido da Igreja será atendido pelo Vaticano e, desta forma, valorizarmos, ainda mais, o Litoral Norte”, concluiu o prefeito.
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O termo “basílica” vem do latim basilica, que significa “casa real”, é uma igreja que possui características e estrutura para receber o papa, cardeal e patriarca. Nesse ponto, as basílicas são submetidas à jurisdição eclesiástica do Vaticano e não à jurisdição local. Por isso, essas igrejas têm status internacional. Um título honorífico concedido pelo Papa a igrejas em diversos países do Mundo consideradas importantes por diversos motivos, tais como: Veneração que lhe devotam os cristãos; Transcendência histórica e Beleza artística de sua arquitetura e decoração.
Histórico
O prédio da Igreja Matriz de São Sebastião, símbolo da fé católica e patrimônio histórico tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, possui 400 anos. Construída no século XVII, com pedra, cal de conchas e óleo de baleia, em estilo jesuítico com composições renascentistas, moderadas e regulares, imbuídas do espírito severo da Contrarreforma. O frontão reto, triangular, mostra a transição entre o Renascimento e o Barroco, e a capela-mor – mais estreita – é o modelo mais comum no Brasil colonial.
No ano de 2001, o prédio histórico foi totalmente restaurado. Esse trabalho resgatou a história da construção do prédio, assim como revelou a existência de ossadas de pessoas enterradas no século XVIII debaixo do piso da igreja. Com as escavações também foram encontrados sinais do piso construído no século XIX e marcas na parede identificando antigas janelas. Durante a reabertura de três janelas na capela-mor, que haviam sido fechadas em reforma anterior, provavelmente realizada na década de 1920, foram encontradas valiosas imagens sacras do século XVII.
As peças são de terracota, pintadas, e representam o primeiro período da igreja. Das seis imagens encontradas, quatro estão em bom estado de conservação, uma delas, a de Santa Luzia, está datada – 1652. As outras imagens são: uma Nossa Senhora com um menino, um Santo Antônio e um santo “Bispo”, ainda desconhecido. Também foram encontrados fragmentos de um Cristo crucificado e de uma imagem de São Sebastião. Atualmente, essas imagens sacras encontram-se no Espaço Cultural “Casa Severino Ferraz”, onde funciona o Museu de Arte Sacra.
De acordo com o Padre Alessandro Henrique Coelho, pároco responsável, todo o estudo sobre o prédio foi concluído e a documentação preparada. “Essa é uma aspiração importantíssima, somos a primeira Igreja do Litoral Norte, com uma enorme importância histórica e beleza artística, que são fatores essenciais para que se torne uma Basílica Menor”, afirmou o Padre.
Felipe Augusto destacou a importância do ganho histórico e a valorização que este título trará ao município. “Sem dúvidas temos um patrimônio da história de nosso País, o que é um grande orgulho para a população de São Sebastião. Creio que o justo pedido da Igreja será atendido pelo Vaticano e, desta forma, valorizarmos, ainda mais, o Litoral Norte”, concluiu o prefeito.
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